segunda-feira, 15 de julho de 2013

Bicicleta reclinada ou bicicleta de estrada, qual a mais rápida?

Tal como vos tinha prometido, juntei dois vídeos de uma parte de um percurso habitual com os dados do GPS a aparecerem em ambos. O primeiro foi a 24 de Abril de 2013 e o segundo foi no dia 14 de Julho de 2013.

Qual é a mais rápida das duas? A reclinada ou a de estrada? Digam-me vocês.


Nesta parte do percurso, maioritariamente a descer, a reclinada é muito mais rápida para o mesmo esforço (mesmo com uma relação muito curta, a qual apenas me permitia rolar confortavelmente até aos 45 km/h).

No entanto, o GPS não engana; o total da volta na bicicleta de estrada foi 4,7 km/h mais rápido do que na reclinada:
- Reclinada - 25 km/h;
- Vitus 979 - 29,7 km/h!

Conclusões que eu retirei da comparação:
  1. A reclinada é mais rápida quando o percurso é plano ou sem subidas muito longas ou íngremes; 
  2. As bicicletas de estrada tradicionais são mais rápidas quando o percurso tem subidas longas e acentuadas;
  3. A reclinada é sempre mais divertida (especialmente para passear)!

 

domingo, 14 de julho de 2013

Bicicleta reclinada - a evolução

Tal como vos tinha prometido em anteriores mensagens, fica aqui uma com mais algumas fotos sobre a reclinada que fiz e que entretanto necessita de ser reparada.


Uma foto tirada no início do 5.º Tejo Ciclável


A bicicleta reclinada na versão inicial (de mais de 17 kg) 
aparece aos 46 segundos e, também, aos 
3 minutos e 15 segundos


Aspecto do quadro principal com as alterações introduzidas; 
o tubo para o desviador dianteiro é de cobre, 
pois é muito mais leve do que o ferro


O apoio da roldana de corrente (o qual, entretanto, cedeu... deixando a bicicleta no estaleiro), 
os apoios do banco (à esquerda o das costas e à direita o inferior); a peça ao centro é feita em aço e cobre, sendo reforçada com carbono (por fora).


Um close-up da escora traseira


O pormenor da escora traseira, já pintada,
 com um apoio para prender 
o cabo das mudanças traseiras



O pormenor do desviador traseiro, 
o aperto rápido KCNC
 e a escora do banco



A solução encontrada para a afinação do alcance
do banco (distância do assento aos pedais);
em baixo, a roldana de corrente já aplicada


O curso dos cabos do travão de trás e
das mudanças traseiras



O curso das mudanças da frente



E, por fim, um exemplo prático de como ela se vê da perspectiva do ciclista:
A edição deste vídeo não foi muito feliz, mas conto na próxima mensagem publicar um novo vídeo, com uma comparação de desempenho entre a reclinada e a Vitus 979 Duralinox neste mesmo percurso.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Algumas fotos da Vitus 979 montada pela Montico

Na sequência da minha anterior mensagem, a qual tinha bastante texto mas apenas duas fotografias da Vitus 979, incluo aqui mais umas quantas tiradas há pouco, com um telemóvel já antigo (o que explica a parca definição das fotos).
O quadro em alumínio é extremamente leve. 
Os pedais não são de estrada... São uns Eggbeater1 de montanha (é quase um sacrilégio, eu sei; 
mas são bastante leves e eu já os tinha).

 O travão da frente não é o que vinha com a bicicleta, 
porque a esse faltava-lhe alguma mordacidade.

 Uma perspectiva mais afastada, para se poder ver o aspecto geral.

 Este parafuso de aperto do espigão é um dos traços distintivos 
desta versão (MKII) em relação à primeira e original (MKI).

O autocolante original que identificava os componentes de topo de gama (da altura), 
a versão 600 EX da Shimano, que equipam esta Vitus 979.

 Mantive o movimento pedaleiro, e os pratos (52-42) Shimano 600 EX.

 O autocolante Vitus 979 Duralinox original.


 Mantive o travão traseiro original; os autocolantes da Montico, 
que terá feito a montagem inicial da bicicleta.
O pneu já precisa de ser mudado, acho eu...

O selim não é original... Foi aquele que comprei usado 
ao meu amigo Luís Durão.


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Bicicletas de estrada tradicionais | Bicicletas reclinadas | Dores de costas, pescoço e braços?!

Na sequência da minha busca anterior, consegui encontrar uma bicicleta Vitus 979 montada pela Montico.


É uma bicicleta feita totalmente em alumínio, muito leve e bastante confortável na absorção de irregularidades no piso (para o tipo de bicicleta).

Ao que parece, a Montico era mais do que uma loja e também era mais do que uma oficina que montava (preparava) quadros de bicicletas de estrada nos idos anos 80/90. Ao que consegui apurar a Montico situava-se no Cadaval (na Zona Oeste de Portugal) e chegou a preparar bicicletas para varias edições da Volta a Portugal.

Esta que eu consegui comprar tem os travões, a pedaleira e o desviador originais Shimano 600. Tem também as rodas originais da Ambrosio para pneus tipo tubeless, os quais, confesso, não me agradam por não serem nada práticos (quando temos um furo, vemo-nos e desejamo-nos para o reparar).

Como tenho as rodas da minha reclinada, montei-as nesta bicicleta, substituindo a cassete de 9 velocidades que tinha por uma outra - que também por lá tinha - de 8 velocidades (uma vez que a de estrada traz o equipamento para 8 velocidades e não para 9).



Em termos relação de de transmissão, os dois pratos do pedaleiro têm 43 e 53 dentes, sendo que a cassete de oito velocidades que lhe coloquei é de 11-34 dentes.

O peso dela, com as minhas rodas da reclinada (Fulcrum Racing 7) e com um selim de corrida com a estrutura principal em carbono que o meu amigo Luís Durão me vendeu por um preço ultra acessível, está em 8,9 kg, já com os pedais incluídos.

Dito isto, que dizer das experiências de andamento com a bicicleta?

Muito boa para subir. Diria mais: extraordinária a subir; sente-se que a cada pedalada que damos toda a força é transmitida para a roda traseira de forma imediata, com um impulso rápido para a frente.

A descer já não gosto tanto dela porque para descer bem os travões terão de ser melhorados. Falta-lhes muita potência. Dá a sensação que só abranda. Ainda não percebi se os calços estão ressequidos ou se é mesmo da parte mecânica do travão. Pelo tacto, parece-me que o problema resulta de ambas as coisas.

Vou experimentar colocar-lhe um travão Shimano Sora que tenho na reclinada para sentir a diferença.

Até aqui é tudo uma maravilha!

Em terreno plano já começamos a ver diferenças... É relativamente fácil manter velocidades em torno dos 28-32 km/h. Para efeitos de comparação, nos locais onde ando com esta a 32 km/h com esta bicicleta de estrada estaria a fazer cerca de 38-39 km/h com a reclinada.

Já quanto a conforto após 4 ou 5 horas na bicicleta... é para esquecer...

Ombros, pescoço e braços são muito castigados... Ao fim de uma semana e meia ainda me dói o pescoço!

Definitivamente, há bicicletas para todos os gostos!