segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Exemplo ou moda? Um thumbs up para a empresa Barraqueiro Oeste!

Há dias em que me sinto particularmente motivado por ver que, de facto, o (meu?) exemplo ter facilitado a opção de outras pessoas pela utilização diária da bicicleta.

Há dois anos e meio, quando comecei a trazer regularmente a bicicleta no autocarro (fazendo pleno uso da intermodalidade) os motoristas dos autocarros nem sabiam muito bem o que fazer : cobrariam alguma taxa pelo transporte da bicicleta? Poderia levá-la sempre comigo? Ainda tive de perder algum tempo com alguns deles para lhes explicar o meu ponto de vista e, pouco a pouco, começaram todos a conhecer-me e, inclusivamente, a facilitar o transporte da bicicleta no autocarro (primeiro uma bicicleta de montanha e depois a dobrável).

Algum tempo depois, em Fevereiro de 2010, a administração da empresa emitiu um comunicado, que aqui vos deixo, que permitia o transporte gratuito das bicicletas.

Hoje conheço pelo menos mais 3 pessoas que levam a bicicleta diariamente para Lisboa na mesma linha do autocarro!

Neste momento, para os condutores dos autocarros e (quero acreditar) para os restantes passageiros já não há qualquer diferença entre uma pessoa que leve um troley, uma mala de viagem ou uma bicicleta. Não há, pois, qualquer discriminação, nem na regulamentação da empresa nem nos olhos dos outros passageiros. 

E é assim que deve ser!

Um passeio de bicicleta pela serra do Gerês

Esta mensagem vem com alguns meses de atraso, mas agora que está frio, sabe mesmo bem ler sobre o tempo quente de que já usufruímos.

No mês de Julho tive a oportunidade de passar umas merecidas mini-férias, num parque de campismo que aconselho vivamente: Ermida Gerês Camping.

Aconselho, não só porque o Carlos, que é o dono do parque, é uma pessoa extraordinária, como também pela calma e cordialidade que impera no parque e pelo extremo asseio em que todas as partes do parque tinham!

O conceito é bem engraçado, pois em vez de concentrarem no parque de campismo o minimercado e o restaurante, o Carlos optou por tornar o parque num polo de desenvolvimento da Aldeia da Ermida: a uma distância curta (walking distance) temos minimercado, café/pastelaria, restaurante, passeios equestres e rotas de caminhada!

Cada um daqueles negócios pertence a uma outra pessoa ou família da Ermida. A ideia é fantástica e resultou muito bem, pois todas as pessoas que nós conhecemos achavam importante agradar e receber correcta e agradavelmente os clientes. Tratou-se de um verdadeiro exemplo de hospitalidade como raramente temos oportunidade de sentir.

Para além do passeio de bicicleta que partilho no vídeo, conseguimos todos andar a cavalo (uma estreia para mim) durante cerca de 45 minutos e fizemos uma parte da rota de caminhada a pé (cerca de 4,5 km a subir) desde a Ermida até às Cascatas do Arade! Isto foi o Minho no seu melhor.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Um teste para os dias de greve geral?

Há uns dias vim para o trabalho de bicicleta. Foram cerca de 52 km em um pouco menos de duas horas.

Considerando que há partes do percurso em que não se pode andar livremente e que ainda me esperava um dia inteiro de trabalho, acho que consegui um bom equilíbrio entre rapidez e esforço. A média do GPS foi de 27,7 km/h, se não estou equivocado.



Para não aborrecer ninguém, editei o vídeo para oito vezes mais rápido e ficou tudo compactado em cerca de 15 minutos.

Alguém se quer juntar a mim para uma próxima ida para Lisboa de bicicleta?

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Bicicleta reclinada ou bicicleta de estrada, qual a mais rápida?

Tal como vos tinha prometido, juntei dois vídeos de uma parte de um percurso habitual com os dados do GPS a aparecerem em ambos. O primeiro foi a 24 de Abril de 2013 e o segundo foi no dia 14 de Julho de 2013.

Qual é a mais rápida das duas? A reclinada ou a de estrada? Digam-me vocês.


Nesta parte do percurso, maioritariamente a descer, a reclinada é muito mais rápida para o mesmo esforço (mesmo com uma relação muito curta, a qual apenas me permitia rolar confortavelmente até aos 45 km/h).

No entanto, o GPS não engana; o total da volta na bicicleta de estrada foi 4,7 km/h mais rápido do que na reclinada:
- Reclinada - 25 km/h;
- Vitus 979 - 29,7 km/h!

Conclusões que eu retirei da comparação:
  1. A reclinada é mais rápida quando o percurso é plano ou sem subidas muito longas ou íngremes; 
  2. As bicicletas de estrada tradicionais são mais rápidas quando o percurso tem subidas longas e acentuadas;
  3. A reclinada é sempre mais divertida (especialmente para passear)!

 

domingo, 14 de julho de 2013

Bicicleta reclinada - a evolução

Tal como vos tinha prometido em anteriores mensagens, fica aqui uma com mais algumas fotos sobre a reclinada que fiz e que entretanto necessita de ser reparada.


Uma foto tirada no início do 5.º Tejo Ciclável


A bicicleta reclinada na versão inicial (de mais de 17 kg) 
aparece aos 46 segundos e, também, aos 
3 minutos e 15 segundos


Aspecto do quadro principal com as alterações introduzidas; 
o tubo para o desviador dianteiro é de cobre, 
pois é muito mais leve do que o ferro


O apoio da roldana de corrente (o qual, entretanto, cedeu... deixando a bicicleta no estaleiro), 
os apoios do banco (à esquerda o das costas e à direita o inferior); a peça ao centro é feita em aço e cobre, sendo reforçada com carbono (por fora).


Um close-up da escora traseira


O pormenor da escora traseira, já pintada,
 com um apoio para prender 
o cabo das mudanças traseiras



O pormenor do desviador traseiro, 
o aperto rápido KCNC
 e a escora do banco



A solução encontrada para a afinação do alcance
do banco (distância do assento aos pedais);
em baixo, a roldana de corrente já aplicada


O curso dos cabos do travão de trás e
das mudanças traseiras



O curso das mudanças da frente



E, por fim, um exemplo prático de como ela se vê da perspectiva do ciclista:
A edição deste vídeo não foi muito feliz, mas conto na próxima mensagem publicar um novo vídeo, com uma comparação de desempenho entre a reclinada e a Vitus 979 Duralinox neste mesmo percurso.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Algumas fotos da Vitus 979 montada pela Montico

Na sequência da minha anterior mensagem, a qual tinha bastante texto mas apenas duas fotografias da Vitus 979, incluo aqui mais umas quantas tiradas há pouco, com um telemóvel já antigo (o que explica a parca definição das fotos).
O quadro em alumínio é extremamente leve. 
Os pedais não são de estrada... São uns Eggbeater1 de montanha (é quase um sacrilégio, eu sei; 
mas são bastante leves e eu já os tinha).

 O travão da frente não é o que vinha com a bicicleta, 
porque a esse faltava-lhe alguma mordacidade.

 Uma perspectiva mais afastada, para se poder ver o aspecto geral.

 Este parafuso de aperto do espigão é um dos traços distintivos 
desta versão (MKII) em relação à primeira e original (MKI).

O autocolante original que identificava os componentes de topo de gama (da altura), 
a versão 600 EX da Shimano, que equipam esta Vitus 979.

 Mantive o movimento pedaleiro, e os pratos (52-42) Shimano 600 EX.

 O autocolante Vitus 979 Duralinox original.


 Mantive o travão traseiro original; os autocolantes da Montico, 
que terá feito a montagem inicial da bicicleta.
O pneu já precisa de ser mudado, acho eu...

O selim não é original... Foi aquele que comprei usado 
ao meu amigo Luís Durão.


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Bicicletas de estrada tradicionais | Bicicletas reclinadas | Dores de costas, pescoço e braços?!

Na sequência da minha busca anterior, consegui encontrar uma bicicleta Vitus 979 montada pela Montico.


É uma bicicleta feita totalmente em alumínio, muito leve e bastante confortável na absorção de irregularidades no piso (para o tipo de bicicleta).

Ao que parece, a Montico era mais do que uma loja e também era mais do que uma oficina que montava (preparava) quadros de bicicletas de estrada nos idos anos 80/90. Ao que consegui apurar a Montico situava-se no Cadaval (na Zona Oeste de Portugal) e chegou a preparar bicicletas para varias edições da Volta a Portugal.

Esta que eu consegui comprar tem os travões, a pedaleira e o desviador originais Shimano 600. Tem também as rodas originais da Ambrosio para pneus tipo tubeless, os quais, confesso, não me agradam por não serem nada práticos (quando temos um furo, vemo-nos e desejamo-nos para o reparar).

Como tenho as rodas da minha reclinada, montei-as nesta bicicleta, substituindo a cassete de 9 velocidades que tinha por uma outra - que também por lá tinha - de 8 velocidades (uma vez que a de estrada traz o equipamento para 8 velocidades e não para 9).



Em termos relação de de transmissão, os dois pratos do pedaleiro têm 43 e 53 dentes, sendo que a cassete de oito velocidades que lhe coloquei é de 11-34 dentes.

O peso dela, com as minhas rodas da reclinada (Fulcrum Racing 7) e com um selim de corrida com a estrutura principal em carbono que o meu amigo Luís Durão me vendeu por um preço ultra acessível, está em 8,9 kg, já com os pedais incluídos.

Dito isto, que dizer das experiências de andamento com a bicicleta?

Muito boa para subir. Diria mais: extraordinária a subir; sente-se que a cada pedalada que damos toda a força é transmitida para a roda traseira de forma imediata, com um impulso rápido para a frente.

A descer já não gosto tanto dela porque para descer bem os travões terão de ser melhorados. Falta-lhes muita potência. Dá a sensação que só abranda. Ainda não percebi se os calços estão ressequidos ou se é mesmo da parte mecânica do travão. Pelo tacto, parece-me que o problema resulta de ambas as coisas.

Vou experimentar colocar-lhe um travão Shimano Sora que tenho na reclinada para sentir a diferença.

Até aqui é tudo uma maravilha!

Em terreno plano já começamos a ver diferenças... É relativamente fácil manter velocidades em torno dos 28-32 km/h. Para efeitos de comparação, nos locais onde ando com esta a 32 km/h com esta bicicleta de estrada estaria a fazer cerca de 38-39 km/h com a reclinada.

Já quanto a conforto após 4 ou 5 horas na bicicleta... é para esquecer...

Ombros, pescoço e braços são muito castigados... Ao fim de uma semana e meia ainda me dói o pescoço!

Definitivamente, há bicicletas para todos os gostos!


terça-feira, 25 de junho de 2013

Xtracycle - A minha cadela veterana adora-a!

Às vezes esquece-mo-nos de como os pequenos gozos da vida são tão importantes...

Partilho aqui convosco estes pouco mais de 3 minutos de boa disposição e atitude positiva.




Espero que apreciem.

Macau - riquexó para turista ver

Numa viagem em trabalho, no ano passado, cruzei-me com vários riquexós destes. Sempre estacionados...


Nunca vi nenhum a andar, porque acho que eles já não são utilizados.




 Têm, apesar de tudo, pormenores engraçados.



quarta-feira, 29 de maio de 2013

Ir de bicicleta para o trabalho? E se chover?

Nos últimos dias o tempo tem estado um bocado incerto, com dias de primavera feitos quase sempre de aguaceiros.

Hoje é um desses dias incertos. Quando cheguei a Lisboa estava a choviscar, pelo que me lembrei de partilhar convosco uma pequena rotina que simplifica muito a minha vida: um poncho que me protege da chuva e me permite trazer a roupa de trabalho.

Poncho: Agu Track

Com este vídeo pretendi simplesmente contribuir para desmistificar o problema da chuva, o qual, em Portugal, nem é particularmente grande. Espero que tenha contribuído para que mais alguns de vós utilizem a vossa bicicleta todos os dias, contribuindo assim simultaneamente para a melhoria da vossa saúde física e psíquica e para uma vida mais saudável e agradável nas nossas cidades.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Bicicleta de estrada vintage - Vitus 979



Pela leitura das várias mensagens do blog, é possível perceber como eu gosto de bicicletas reclinadas.

Contudo, depois de concluir a pintura do quadro da minha bicicleta reclinada, fui testá-la com um amigo e... a peça que segura uma das roldanas da corrente cedeu, dobrou e eu acabei por ter de chamar o meu pronto-socorro caseiro. Isto a 24 kms de casa. Foi a gota de água!

Acho que não desisti propriamente do projecto mas, francamente, estou um bocado cansado dele; só quero poder andar de bicicleta e não estou a conseguir.

Acho que vou começar à procura de uma solução tradicional para passar a andar um pouco mais de bicicleta na estrada... Algo que seja leve, rápido, clássico e (relativamente) confortável. Pelas críticas que li, a Vitus 979 era uma bicicleta muito confortável (para o tipo, claro).

Tinha pensado numa coisa do género da Vitus 979: http://vitus979.com/my-vitus-979/.


Vou dando aqui notícias...

quinta-feira, 14 de março de 2013

Indo de bicicleta para o trabalho - Alguns vídeos

Por razões essencialmente de cariz profissional, tenho andado um pouco relapso por aqui.

No entanto, ainda encontrei algum tempo para fazer uns pequenos vídeos da minha deslocação para o trabalho: desde o terminal rodoviário do Campo Grande até à zona das Laranjeiras.

Apesar de não ser um fã incondicional das nossas ciclovias, tentei, em ambas as viagens utilizá-las ao máximo para não ter de me preocupar (tanto) com o trânsito.

Caminho mais curto: Campo Grande - Telheiras - Laranjeiras

Podem reparar que as nossas ciclovias, para além de muito tortuosas, perdem sistematicamente prioridade para tudo (zonas de peões, estradas, entradas para parques de estacionamento), o que limita muito a segurança que supostamente deveriam conferir aos seus utilizadores. Quase quer parecer que quando (ou antes "se") foram pensadas, foram-no apenas para os utilizadores lúdicos da bicicleta, que não se importam tanto com o facto de ela não ir directamente para lado nenhum...

Acresce que os desníveis de acesso à ciclovia, em quase todos os atravessamentos, são bruscos (sempre com degraus), o que impede que bicicletas sem pneus bojudos, como as bicicletas de ciclismo ou grande parte das fixies, ou mesmo a maior parte das bicicletas dobráveis possam utilizar a ciclovia em segurança.

Caminho mais longo (mas mais bonito)

Pode parecer exagero da minha parte, mas eu penso que para as pessoas que estão agora a começar a dar os primeiros passos no mundo da bicicleta - e que não têm a necessária destreza para pedalarem de pé, para se levantarem quando têm algum obstáculo a ultrapassar, ou mesmo para simplesmente aliviarem a pressão sobre o selim ou guiador quando passam por essas irregularidades, vão achar estas ciclovias como um verdadeiro desafio... talvez até se sintam desencorajadas. O que é uma pena...

Às vezes mais vale fazer o caminho a evitar a ciclovia do que a utilizá-la.

São simples pensamentos que aqui vos deixo.

Note-se que, apesar de tudo o que deixei escrito, continuo a sentir um prazer imenso ao vir de bicicleta para o trabalho (por ciclovia ou não), mesmo quando o tempo não está tão solarengo como nestes últimos dois dias.

sábado, 2 de março de 2013

Velomobiles (VI) - WAW - Preço

Após a publicação da minha última mensagem, na qual referi não ter conhecimento dos valores envolvidos na aquisição de um Waw, recebi um e-mail de resposta do Sr. Brecht, da Fietser.be.

Na verdade, no dia 17 de Fevereiro, recebi um e-mail que referia os seguintes preços:
- Versão base - € 5.900,00;
- Versão sports - € 6.450,00;
- Versão de assistência eléctrica (eWaw), para "car-free life" - € 8.000,00.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Velomobiles (VI) - Waw

O Waw é um velomobile construído na Bélgica pela Fietser.be.


Fotografia do Waw constante do sítio oficial da Fietser.be

O Waw é tão rápido como o Quest, da Velomobiel.nl, mas é parece ser um pouco menos confortável, pois apesar de ser possível instalar uma roda traseira de bicicleta de estrada (700c), este eixo não tem qualquer suspensão. De acordo com o site oficial da Fietser.be, as duas rodas da frente têm a suspensão oriunda da Velomobile.nl, o que lhe deverá conferir algum conforto adicional.



Neste vídeo o dono do Waw refere que em terreno plano 
consegue manter uma velocidade de 35 a 40 km/h, a subir (depende da subida, presumo eu) mantém 
uma velocidade de 15 a 20 km/h e, a descer costuma rolar entre 80 a 85 km/h



O Waw tem uma forma de construção um pouco diferente da dos outros velomobiles, pois é composto de 3 partes distintas enquanto os outros são constituídos em duas partes (parte de baixo e parte de cima): uma parte central, que tem as três rodas e, no fundo, o "habitáculo"; uma parte traseira, que cobre a roda e confere algum espaço de arrumação para compras ou pequenos objectos; uma parte frontal, que consiste essencialmente no nariz do Waw.



Neste vídeo são perfeitamente visíveis os parafusos de união
das três partes do Waw

Uma outra característica diferente na estrutura deste velomobile é a integração de um tecido (aramida) juntamente com a fibra de vidro utilizada, que lhe confere um pouco mais de resistência em caso de acidente, evitando simultaneamente que a fibra quebrada forme farpas.


Nesta imagem constante do sítio oficial da Fietser.be, podemos ver o efeito do embate
na carroçaria do Waw, que contrasta com o efeito de um acidente com o Quest (imagem retirada deste blog)

Em termos de características, que podem ser vistas aqui, saliento apenas que o Waw é muito baixo (mais baixo do que os restantes velomobiles), com apenas 9 cm de altura ao solo. Sendo em todas as restantes medidas, praticamente idêntico ao Quest.

É, contudo, bastante mais leve do que o Quest, pesando 28 kg contra os 34 do Quest!

O Waw tem inúmeras versões disponíveis, podendo escolher-se praticamente todos os componentes que fazem parte dele e podendo, inclusivamente, adquirir uma versão eléctrica.

Quanto ao valor, esse não é disponibilizado pelo fabricante no respectivo website e, mesmo depois de eu lhes ter solicitado a informação por e-mail, não obtive até à presente data qualquer resposta dele...

Actualizarei este post quando - e se - for informado do respectivo valor.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Velomobiles (V) - Milan SL

A mensagem de hoje é dedicada ao Milan SL, um velomobile extremamente rápido e, ainda assim, confortável (tem suspensão independente nas três rodas).

O Milan SL é uma derivação do seu predecessor, o Milan, e destina-se a pessoas com uma estatura mais baixa (altura da pessoa e respectiva largura ao nível dos ombros).

Há já algum tempo que queria falar deste velomobile pela velocidade com que ele permite ao ciclista circular com muito pouco esforço. Na verdade, em inúmeros vídeos em que o Milan aparece, ele é sempre muito mais rápido do que o ultra rápido Quest ou do que o Mango (um velomobile que foi primeiramente produzido pela Velomobiel.nl e depois passou a ser desenvolvido pela Sinner).

Neste vídeo podemos ver um Mango a rolar numa descida a grande velocidade, sendo ultrapassado por um Milan (aos 50 segundos). De acordo com a descrição, o Mango deu 101 km/h nesta descida enquanto o Milan deu 111 km/h.

Quando descobri este vídeo, não conseguia determinar a diferença exacta de velocidade entre um modelo e os outros, mas acreditando nos dados referidos no site oficial, os quais referem que com 116,5 watts de força o Milan atinge 45,4 km/h e, por outro lado, consultando este site (que é reputado por vários utilizadores de velomobiles como apresentando cálculos correctos) o Quest  atinge "apenas" 35,9 km/h. É uma diferença de cerca 10 km/h com uma força que qualquer pessoa saudável consegue exercer (mesmo não sendo um atleta).

Milan SL Mk1
Imagem do Milan SL retirada do seguinte site; as bossas visíveis conferem mais rigidez à estrutura 
e aquele espaço extra para que os pés e os joelhos não batam na carenagem.

Parte da explicação daquele diferencial é, para além do perfil aerodinâmico, a leveza; o Milan SL é bastante mais leve do que o Quest, o Alleweder A4 ou o Cab-Bike: enquanto estes se situam na casa dos 34 kg, o Milan SL pesa apenas 28 kg, ou seja, menos 6 kg.

Mesmo quando comparamos o peso do Milan SL com o do Quest Xs (a versão mais pequena do Quest), que é um velomobile destinado a um público mais ou menos semelhante, a diferença para menos ainda existe: o Quest XS pesa 30 kg.

Fotografia de um Milan e de um Quest, lado a lado.
Fotografia disponível no sítio oficial da Milan

Em termos de dimensões, o Milan SL é todo ele mais compacto do que o Quest XS, que é o velomobile mais próximo que encontrei para efeitos de comparação:
- Largura - 69,6 cm (contra os 76,5 do Quest XS);
- Comprimento - 273 cm (contra os 260 do Quest XS);
- Altura - 81,5 cm (contra os 86 do Quest XS).

Neste vídeo podemos ver a velocidade absolutamente abissal 
que este ciclista (rectius atleta) se desloca na sua ida para o trabalho!

Em termos de praticabilidade, o Milan SL - que pode ser confortavelmente utilizado por pessoas desde 1,55 m até 1,87 m de altura - é um pouco menos polivalente do que o Quest XS, não só porque tem uma altura ao solo muito pequena (8 cm), mas também porque o seu ângulo de viragem é ainda maior do que o do Quest XS: 14 metros contra os 12 metros do Quest XS.

Em relação ao aspecto interior do Milan, podem obter algumas noções aqui ou aqui, por exemplo.

Uma última imagem, linda, do Milan, retirada deste site.

Por fim, relativamente ao preço, este fixa-se, de acordo com o sítio oficial, em €  6.750,00 (IVA incluído). É, portanto, € 800,00 mais caro do que o Quest ou do que o Quest XS.